terça-feira, 9 de novembro de 2010

Grécia: uma civilização que marcou a história

Origens da civilização Grega

A civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, por volta de 2000 AC. Formou-se após a migração de tribos nômades de origem indo-européia, como, por exemplo, aqueus, jônios, eólios e dórios. As pólis (cidades-estado), forma que caracteriza a vida política dos gregos, surgiram por volta do século VIII a.C. As duas pólis mais importantes da Grécia foram: Esparta e Atenas.

Grécia Antiga

Por volta dos séculos VII a.C e V a.C. acontecem várias migrações de povos gregos a vários pontos do Mar Mediterrâneo, como conseqüência do grande crescimento populacional, dos conflitos internos e da necessidade de novos territórios para a prática da agricultura. Na região da Trácia, os gregos fundam colônias, na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (Turquia atual). Os conflitos e desentendimentos entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa ocasiona as famosas Guerras Médicas (492 a.C. a 448 a.C.), onde os gregos saem vitoriosos.
Esparta e Atenas envolvem-se na Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. No ano de 359 a.C., as pólis gregas são dominadas e controladas pelos Macedônios.

Como conhecer o passado dos gregos?

A escavação de ruínas de antigas cidades gregas nos permite imaginar como aquele povo vivia. Ferramentas, armas, enfeites, utensílios domésticos e outros objetos encontrados pelos arqueólogos trazem informações sobre seu cotidiano, especialmente do período em que ainda não utilizavam a escrita.

O que a mitologia conta sobre os primeiros gregos?

Como outros povos, os gregos criaram mitos - explicações divinas e sobrenaturais para a origem do homem e do Universo. Com o passar do tempo, eles encontraram outras respostas para suas questões existenciais. Contudo não abandonaram a mitologia, que continuou a descrever e a explicar muitos sentimentos e comportamentos humanos.

A origem dos Helenos

Zeus, chefe dos deuses, andava aborrecido com a maldade dos homens. Por isso, resolveu inundar a Terra com um dilúvio. Somente Deucalião (o homem mais justo) e Pirra (a mulher mais virtuosa) escaparam da morte, numa arca. Ali ficaram durante nove dias e nove noites, até chegarem ao monte Parnaso, onde desembarcaram a salvo. Para saber que atitude tomar, o casal resolveu consultar um oráculo, que os aconselhou a "atirar para trás os ossos de sua mãe". A mãe era a Terra, e os ossos eram pedras.
As pedras jogadas por Deucalião transformaram-se em homens, e as jogadas por Pirra, em mulheres. Eles também tiveram um filho, Heleno, que é considerado o pai de todos os gregos. Por isso, os gregos chamam a si mesmos de helenos, e à Grécia de Hélade (Hellas, em seu idioma).
http://www.suapesquisa.com/
Apostila-Anglo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A vida nos Biomas

Ecossistema

Denomina-se ecossistema o conjunto das comunidades de uma área específica, levando em consideração os fatores ambientais que constitui um biótopo (local onde vive uma comunidade), como: tipo de solo, intensidade luminosa (temperatura), índice pluviométrico (quantidade de chuva), umidade, salinidade, acidez, turbidez, bem como todas as características próprias de uma localidade.

Os ambientes são diversos, sem limite espacial predeterminado, podendo ser um micro ou um macroecossistema, no entanto, sempre respeitando as relações entre as populações e o comportamento físico-químico do meio.

Isso significa dizer que tanto a população de artrópodes, anelídeos, moluscos e fungos, viventes sob uma folhagem caída no solo de uma floresta (a serrapilheira), submetidos às condições de temperatura e umidade de um micro-ambiente, constituem um microecossistema. Assim como todo o intercâmbio trófico entre as espécies dessa floresta: as bactérias, os fungos, os invertebrados e os vertebrados típicos desse ambiente, também formam um ecossistema, com escala espacial mais abrangente.

As comunidades da fauna marinha e lacustre, da mesma foram integram ecossistemas aquáticos, por exemplo: o conjunto de protozoários, algas, caramujos e peixes de um lago.

Biosfera

A Terra é um sistema complicado. A parte onde existe vida é chamada biosfera. Bios vem do grego "vida". A biosfera se estende um pouco acima e um pouco abaixo da superfície do planeta. O habitat é formado por áreas distintas, cada uma com seu clima, solo e comunidades de plantas e animais. Essas áreas são os ecossistemas. Cada qual consiste de um número de partes relacionada , de modo a manter o sistema inteiro funcionando. Embora distintos, os ecossistemas não são fechados. A luz do sol, a chuva, a água, os nutrientes convivem no mesmo solo, também compartilhado por sementes e animais que nele passam.

Biomas brasileiros

Definição

Podemos definir bioma como um conjunto de ecossistemas que funcionam de forma estável. Um bioma é caracterizado por um tipo principal de vegetação (num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetação). Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada as condições da natureza (vegetação, chuva, umidade, calor, etc) existentes. Os biomas brasileiros caracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).

Biomas Brasileiros

- Biomas Litorâneos – com um litoral muito extenso, o Brasil possui diversos tipos de biomas nestas áreas. Na região Norte destacam-se as matas de várzea e os mangues no litoral Amazônico. No Nordeste, há a presença de restingas, falésias e mangues. No Sudeste destacam-se a vegetação de mata Atlântica e também os mangues, embora em pouca quantidade. Já no sul do país, temos os costões rochosos e manguezais.

- Caatinga – presente na região do sertão nordestino (clima semi-árido), caracteriza-se por uma vegetação de arbustos de porte médio, secos e com galhos retorcidos. Há também a presença de ervas e cactos.

- Campos – presente em algumas áreas da região Norte (Amazonas, Pará e Roraima) e também no Rio Grande do Sul. A vegetação dos campos caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos, gramíneas e herbáceas.

- Cerrado – este bioma é encontrado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Com uma rica biodiversidade, caracteriza-se pela presença de gramíneas, arbustos e árvores retorcidas. As plantas possuem longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores.

- Floresta Amazônica – é considerada a maior floresta tropical do mundo com uma rica biodiversidade. Está presente na região norte (Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão e Tocantins). É o habitat de milhares de espécies vegetais e animais. Caracteriza-se pela presença de árvores de grande porte, situadas bem próximas umas das outras (floresta fechada). Como o clima na região é quente e úmido, as árvores possuem folhas grandes e largas.

- Mata dos Pinhais – também conhecida como Mata de Araucárias, em função da grande presença da Araucária angustifolia neste bioma. Presente no sul do Brasil, caracteriza-se pela presença de pinheiros, em grande quantidade (floresta fechada). O clima característico é o subtropical.

- Mata Atlântica – neste bioma há a presença de diversos ecossistemas. No passado, ocupou quase toda região litorânea brasileira. Com o desmatamento, foi perdendo terreno e hoje ocupa somente 7% da área original. Rica biodiversidade, com presença de diversas espécies animais e vegetais. A floresta é fechada com presença de árvores de porte médio e alto.

- Mata de Cocais – presente, principalmente, na região norte dos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Por se tratar de um bioma de transição, apresenta características da Floresta Amazônica, Cerrado e da Caatinga. Presença de palmeiras com folhas grandes e finas. As árvores mais comuns são: carnaúba, babaçu e buriti.

- Pantanal – este bioma está presente nos estados de Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul. Algumas regiões do pantanal sofrem alagamentos durante os períodos de chuvas. Presença de gramíneas, arbustos e palmeiras. Nas regiões que sofrem inundação, há presença de árvores de floresta tropical.

A Amazônia

Desmatamento da Floresta Amazônica

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.

Localização, tamanho e clima

A Amazônia está situada em sua porção centro-norte; é cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em área de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui 9 países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). A Amazônia brasileira compreende 3.581 Km2, o que equivale a 42,07% do país. A chamada Amazônia Legal é maior ainda, cobrindo 60% do território em um total de cinco milhões de Km2. Ela abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins.
O clima é do tipo equatorial, quente e úmido, com a temperatura variando pouco durante o ano, em torno de 26ºC.É muito comum na região, os períodos de chuva provocados em grande parte pelo vapor d'água trazido do leste pelos ventos.

A grande bacia fluvial do Amazonas possui 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e é recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1/3 das reservas florestais da Terra.
Apesar de ser o maior estado brasileiro (Amazonas), possui a menor densidade demográfica humana, com menos de 10% da população do país, 7.652.500 habitantes.

Plantas típicas da Amazônia

Camu-camu

Arbusto de pequeno porte, podendo atingir até 3 m de altura, caule com casca lisa.

Folhas avermelhadas quando jovens e verdes posteriormente, lisas e brilhantes. Flores brancas, aromáticas, aglomeradas em grupos de 3 a 4. Fruto: Arredondado, de coloração avermelhada quando jovem e roxo- escura quando maduro. Polpa aquosa envolvendo a semente de coloração esverdeada. Frutifica de novembro a marco.

Cupuaçu

As sementes de cupuaçu, por seu alto teor de gordura, prestam-se à fabricação de chocolate e já foram utilizadas para esse fim, em lugar das sementes de cacau. Por esse emprego, o cupuaçu recebeu no passado nomes como cacau-do-peru e cacau-de-caracas.

Graviola

A graviola (Annona muricata L.) é fruto da família da Annonaceae, apresenta coloração esverdeada e apresenta falsos espinhos. Sua polpa branca de agradável sabor, é muito utilizada para o preparo de sucos, sorvetes, mousses, gelatinas e pudins.

Animais típicos da Amazônia

Bicho Preguiça: É um animal extremamente dócil. A preguiça deve o seu nome ao fato de se mover com grande lentidão.

Onça-pintada: Aparência esbelta, com pernas relativamente curtas e cabeça arredondada. Sua pelagem apresenta uma tonalidade amarela com manchas pretas em forma de roseta, com exceção da região ventral, que é branca. É o maior felino do continente americano e pode chegar até 135 kg . Alimenta-se de aves e mamíferos. A reprodução ocorre durante o ano inteiro, com gestação de 93 a 105 dias , nascendo 2 filhotes no máximo. Vivem em média, 20 anos.

O galo-da-serra é um pássaro do norte e noroeste da América do Sul. Vive sob as árvores altas, perto dos rios, e deixa este território somente na época da procriação, para encontrar seu par.

http://www.mundoeducacao.com.br/
http://www.coladaweb.com/
http://www.suapesquisa.com/
http://www.webciencia.com/
http://www.portalamazonia.globo.com/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Os solos aparecem


Formação do solo

O solo nada mais é do que o resultado da ação conjunta de agentes externos (como chuva, vento, umidade etc.) sobre restos minerais, porém enriquecidos com matéria orgânica.
Sem a presença de matéria orgânica não há a formação de solo, tratando-se somente de minerais não consolidados.
O solo pode ser compreendido como conseqüência da ação do tempo, dos vegetais e animais, do clima e da rocha. Estes fatores são chamados de agentes formadores do solo. O tempo determina a maturidade do processo de formação do solo, dividindo os solos em jovens e maduros, dependendo da intensidade da atuação.
Você sabe que as plantas não saem de seus lugares para procurar alimentos.
Algumas substâncias que elas precisam são retiradas do solo.
Então, dizemos que o solo é local rico em substâncias que as plantas precisam para viver.
O solo também é formado pela decomposição das rochas que vulgarmente chamamos de pedras.

Intemperismo

O termo intemperismo é aplicado às alterações físicas e químicas a que estão sujeitas as rochas na superfície da Terra.

Intemperismo Químico – Implica em transformações químicas dos minerais que compõem a rocha. O principal agente do intemperismo químico é a água. Os feldspatos e micas são transformados em argilas, ao passo que o quartzo permanece inalterado.

Intemperismo Físico ou Mecânico – Envolve processos que conduzem à desagregação da rocha, sem que haja necessariamente uma alteração química maior dos minerais constituintes. Os principais agentes do intemperismo físico são variação de temperatura, cristalização de sais, congelamento da água, atividades de seres vivos.

Intemperismo Físico:

No Arpoador, devido ao fato da rocha estar, em sua maior parte exposta, o intemperismo físico exerce um papel importante.

a) Variação da temperatura: Com o aumento da temperatura os minerais sofrem dilatação, desenvolvendo pressões internas que desagregam os minerais e desenvolvem microfraturas, por onde penetrarão a água, sais e raízes vegetais.

b) Cristalização de sais: O sal trazido pela maresia, se cristaliza nas pequenas fraturas dos minerais, desenvolvendo pressões que ampliam efeito desagregador.

c) Atividades biológicas: Orifícios de ouriços do mar; Ação de desagregação e contenção das raízes; etc.

Intemperismo Químico: A ação das soluções aquosas sobre o feldspato e sobre a mica biotita, leva à produção de argilas e à formação do solo. A principal argila formada é o caulim, que é branco quando puro, o que o acontece muito raramente. A cor vermelha do solo se deve aos óxidos de Ferro e Manganês liberados pela alteração da biotita e outros minerais que possuem estes elementos químicos em sua fórmula.

Decomposição do solo e fertilidade

Tipos de solo do Brasil

Solo corresponde à decomposição de rochas que ocorre por meio de ações ligadas à temperatura, como o calor, além de processos erosivos provenientes da ação dos ventos, chuva e seres vivos, tais como bactérias e fungos.

O Brasil se destaca como grande produtor agrícola, fato proveniente do extenso território e também da fertilidade do solo.

Em razão da dimensão territorial do Brasil é possível identificar diversos tipos de solo que são diferenciados segundo a tonalidade, composição e granulação.

No Brasil são encontrados quatro tipos de solo, são eles: terra roxa, massapé, salmorão e aluviais.
Terra roxa: corresponde a um tipo de solo de extrema fertilidade que detém uma tonalidade avermelhada, pode ser encontrado em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Esse é originado a partir da decomposição de rochas, nesse caso de basalto.

Massapé: é um solo encontrado principalmente no litoral nordestino constituído a partir da decomposição de rochas com características minerais de gnaisses de tonalidade escura, calcários e filitos.

Salmorão: esse tipo de solo é encontrado ao longo das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste brasileiro, é constituído pela fragmentação de rochas graníticas e gnaisses.

Aluviais: é um tipo de solo formado em decorrência da sedimentação em áreas de várzea ou vales, é possível de ser encontrado em diversos pontos do país.

http://www.brasilescola.com/
http://www.meioambiente.pro.br/
http://www.colegioweb.com.br/

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pragas agrícolas e controle biológico


Pragas agrícolas

Umas das pragas de lavoura mais conhecidas são os insetos -pragas. Alguns deles:

Os gafanhotos

A lagarta das mariposas

A lagarta da broca-da-cana-de-açúcar

A larva de besouro

O percevejo-da-soja

As lagartas de borboletas

A população desses insetos-praga é controlada pelos seus predadores naturais (pássaros, pequenos mamíferos e até outros insetos). Mas, com a destruição das florestas e campos naturais para a lavoura, esses pedadores desaparecem, e os insetos-pragas podem se instalar a plantação e se alimentarem à vontade. Com muito alimento disponível, a tendêndia é a população desses insetos-pragas aumentar, causando, algumas vezes, a destruição completa da lavoura.

Pesticidas

Os agricultores costumam pulverizar a plantação com pesticidas, que são substâncias (geralmente venenos) que combatem pragas. Na maioria das vezes, os pesticidas são bem eficazes e livram a lavoura das pragas. No entanto, alguns incovenientes:

por serem venenos, os pesticidas podem chegar à mesa dos consumidores nas cascas de frutas e folhas de verduras, por exemplo, e, aos poucos, ir contaminando quem os consomem, gerando problemas de saúde;

os agricultores que lidam diretamente com os pesticidas estão sujeitos à contaminação direta (pela respiração ou pelo contato com a pele), caso não observem as normas de segurança para aplicação do produto;

os custos da aplicação dos pesticidas são altos e encarecem o valor do produto final.

Transgênicos

Há outras alternativas ao uso dos pesticidas.Uma delas é o cultivo das chamadas plantas transgênicas.Trata-se de plantas que foram alteradas pelo ser humano para produzir, por exemplo, substâncias que funcionam como pesticidas para as pragas que as ingerem.

O uso de plantas trangênicas, como a soja, o milho ou o algodão, é ainda muito debatido no Brasil e no mundo, já existindo inclusive algumas leis a respeito em vigor.O fato é que o cultivo dessas plantas é polêmico.

Controle biológico(vantagens)

O controle biológico é uma estratégia importante para agricultores e consumidores.
1 - Bom para os consumidores, que podem consumir produtos sem substâncias tóxicas;
2- Bom para os agricultores, que gastam menos com a aplicação de venenos;
3- Bom para a natureza, que sofre menos com a contaminação.

Perigo do controle biológico
Mas há riscos em se fazer o controle biológico. Se não houver um estudo muito cuidadoso, a espécie introduzida para controlar uma praga pode, ela própria, tornar-se uma praga.

Manejo e controle das pragas

Muitas vezes apenas o controle biológico não consegue diminuir o crescimento das pragas agrícolas, e o tratamento químico excessivo pode gerar pragas resistentes, além de poluição do ambiente e comprometimento da saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores.

Hoje, há um concenso entre os pesquisadores de que, em certos casos, o uso mínimo de agrotóxicos, associado ao controle biológico, é a alternativa mais recomendável. Esse controle associado chama-se manejo integrado de pragas.

Fonte: Caderno Anglo

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Brasil Multicultural


Raças

O conceito é discutível. Boa parte dos cientistas não aceita falar em raças no caso do homem. Entretanto, há diferenças observáveis entre os humanos que são usualmente denominadas como diferenças raciais. Um dos fatores mais importantes para a formação da raça é seu isolamento geográfico. Um grupo que ficar distante do outro e não puder ter contatos, desenvolve características genéticas diferentes que permitem que ele se adapte melhor a uma determinada região. São divididas em 3 grandes grupos: negróides, caucasiano, e mongolóides. O nome caucasiano é uma referência á região de cáucaso na URSS, onde se acredita que o primeiro grupo tenha habitado. Os asiáticos formam os mongolóides. É provável que se estabeleceram em regiões de baixa temperatura. Os índios americanos são um subgrupo, daí os olhos empapuçados, cuja camada de gordura os protegem contra o frio. O homem teria entrado na América há 30 mil anos, por onde hoje é o Alasca.
Etnias

Definição

O conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos.

A etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) pode provocar mudanças numa determinada etnia.

Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo.

A ciência que estuda as etnias é conhecida como etnologia

O que é cultura

Definição

Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc.

Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de cultura.

Multiculturalidade

Vive-se atualmente o contexto do mundo globalizado, a era da informação. Dentro desta realidade tem-se que o mundo é multicultural. O que, afinal, vem a ser multiculturalismo?

O multiculturalismo é o reconhecimento das diferenças, da individualidade de cada um. Daí então surge a confusão: se o discurso é pela igualdade de direitos, falar em diferenças parece uma contradição. Mas não é bem assim. A igualdade de que se fala é igualdade perante a lei, é igualdade relativa aos direitos e deveres. As diferenças às quais o multiculturalismo se refere são diferenças de valores, de costumes etc, posto que se trata de indivíduos de raças diferentes entre si.

No Brasil, o convívio multicultural não deveria representar uma dificuldade, afinal, a sociedade brasileira resulta da mistura de raças – negra, branca, índia – cada uma com seus costumes, seus valores, seu modo de vida, e da adaptação dessas culturas umas às outras, numa “quase reciprocidade cultural”. Dessa mistura é que surge um indivíduo que não é branco nem índio, que tampouco é negro, mas que é simplesmente brasileiro. Filhos desse hibridismo e tendo como característica marcante o fato de abrigar diversas culturas, nós, brasileiros, deveríamos lidar facilmente com as diferenças. Mas não é exatamente isso o que ocorre.

Sendo as culturas produto de determinados contextos sociais, se determinada cultura é posta em contato com outra, necessariamente, sob pena de ser sufocada, uma delas se adaptará à outra. Tal exigência de adaptação às necessidades sociais não é especificidade do mundo globalizado. Historicamente tem se dado este confronto necessário entre culturas diferentes. Adaptar-se é, enfim, sobreviver. A adaptação das culturas é algo próprio de cada momento, uma vez que a sociedade se transforma conforme se constrói a História. Cada sociedade busca para si aquilo de que necessita em dado momento. Assim, se determinada cultura não lhe serve, então, deverá adaptar-se ou desaparecerá.

As sociedades contemporâneas, nas quais é preciso diferenciação dos indivíduos para que se identifiquem enquanto seres humanos e enquanto membros de determinado contexto social, e, sobretudo, diante das possibilidades postas pela globalização, o conflito de culturas é inevitável e necessário. A globalização cada vez mais aproxima grupos de culturas diferentes. Assim, a diversidade cultural passa a ser alvo de intensos debates. Um grande desafio frente colocado por essa realidade é que se pretende o igual, mas ao mesmo tempo, exige-se o diferente.

Sejam quais forem as exigências do mundo globalizado, atualmente se afirma a certeza do necessário convívio em uma sociedade cuja realidade é multicultural. Para tanto, é preciso que se reconheça e se respeite as diferenças próprias de cada indivíduo. O reconhecimento da diferença é ponto de partida para que se possa conviver em harmonia, não com os iguais, já que igualdade só deve existir do ponto de vista legal, mas do ponto de vista humano, social, o que nos interessa é realmente ser diferentes.

Atualmente a escola, por se configurar como espaço legítimo onde se dá o processo de socialização, é o ambiente no qual mais se discute a questão da diversidade – cultural, racial, social. No momento atual, para que este processo aconteça é necessário o convívio multicultural que implica respeito ao outro, diálogo com os valores do outro.

Preconceito racial

O preconceito racial é o que mais se abrange em todo o mundo, pois as pessoas julgam as demais por causa de sua cor, ou melhor, raça. Antigamente, era comum ver-se negros africanos acompanhados de belas louras nórdicas ou de outras partes da Europa. Não existia o menor preconceito entre esses casais nem em relação a eles. Para os brasileiros, porém, era algo inédito e escandaloso; faziam-se piadas insinuando que o sucesso dos negros se devia ao fato de que eram muito bem dotados anatomicamente para o sexo. Uma visão preconceituosa típica, que procurava desqualificar o negro e que escondia, às vezes, uma boa dose de inveja.

Preconceito cultural


Preconceito cultural é uma conduta que vem se disseminando entre as mais diversas camadas sociais. Consiste na discriminação de uma pessoa pela sua origem ou mesmo por associações pejorativas e, na aceitação, por parte de outros, de uma visão deturpada de determinada cultura.

Por constituir-se num grave problema, o preconceito cultural vem sendo abordado como crime. Nesse sentido, tem-se como exemplo o deputado Maurício Rabelo, que objetiva combater esse tipo de preconceito: “Para erradicar o preconceito cultural existente no país, o parlamentar propôs uma mudança no Código Penal, incluindo como passível de punição qualquer discriminação envolvendo a cultura ou os valores culturais.”

http://www.opiniao-expressa.blogspot.com/
http://www.coladaweb.com/
http://www.infoescola.com/
http://www.suapesquisa.com/
http://www.pt.shvoong.com/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ter filhos hoje: uma nova realidade


Introdução

A população brasileira atual é de 183,9 milhões de habitantes (dados do IBGE – dezembro de 2007). Segundo as estimativas, no ano de 2025, a população brasileira deverá atingir 228 milhões de habitantes. A população brasileira distruibui-se pelas regiões da seguinte forma: Sudeste (77,8 milhões), Nordeste (51,5 milhões), Sul (26,7 milhões), Norte (14,6 milhões).

Taxa de Natalidade e de Mortalidade

Se observarmos os dados populacionais brasileiros, poderemos verificar que a taxa de natalidade tem diminuído nas últimas décadas. Isto ocorre, em função de alguns fatores. A adoção de métodos anticoncepcionais mais eficientes tem reduzido o número de gravidez. A entrada da mulher no mercado de trabalho, também contribuiu para a diminuição no número de filhos por casal. Enquanto nas décadas de 1950-60 uma mulher, em média, possuía de 4 a 6 filhos, hoje em dia um casal possui um ou dois filhos, em média.

A taxa de mortalidade também está caindo em nosso país. Com as melhorias na área de medicina, mais informações e melhores condições de vida, as pessoas vivem mais. Enquanto no começo da década de 1990 a expectativa de vida era de 66 anos, em 2005 foi para 71,88% (dados do IBGE).

A diminuição na taxa de fecundidade e aumento da expectativa de vida tem provocado mudanças na pirâmide etária brasileira. Há algumas décadas atrás, ela possuía uma base larga e o topo estreito, indicando uma superioridade de crianças e jovens. Atualmente ela apresenta características de equilíbrio. Alguns estudiosos afirmam que, mantendo-se estas características, nas próximas décadas, o Brasil possuirá mais adultos e idosos do que crianças e jovens. Um problema que já é enfrentado por países desenvolvidos, principalmente na Europa.


Mortalidade Infantil

Embora ainda seja alto, o índice de mortalidade infantil diminui a cada ano no Brasil. Em 1995, a taxa de mortalidade infantil era de 66 por mil. Em 2005, este índice caiu para 25,8 por mil. Para termos uma base de comparação, em países desenvolvidos a taxa de mortalidade infantil é de, aproximadamente, 5 por mil.

Este índice tem caído no Brasil em função, principalmente, de alguns fatores: melhorias no atendimento à gestante, exames prévios, melhorias nas condições de higiene (saneamento básico), uso de água tratada, utilização de recursos médicos mais avançados, etc.


O que faz o índice da mortalidade diminuir?

Embora os motivos dessa profunda alteração sejam os mesmos para o mundo todo, é importante destacar que essa melhora no Brasil foi obtida graças ao desenvolvimento pelo qual o país passou.
De qualquer modo, mesmo apresentando condições mais adequadas de saúde e higiene, os números referentes à mortalidade infantil (que têm caído ano a ano) ainda não se encontram em um patamar aceitável.
A diminuição da mortalidade infantil está ligada, entre outros fatores, ao aumento do número de brasileiros que passaram a viver em cidades. Nas últimas décadas, nas cidades, há, por exemplo, maior acesso à assistência médica, inclusive pública. As populações mais carentes têm sido beneficiadas pela criação de órgãos públicos que fornecem assistência médica gratuita, como os postos de saúde municipais ou o Sistema Único de Saúde (SUS), organizado pelo Governo Federal.

Outros dados da População brasileira

- Taxa de natalidade (por mil habitantes): 20,40 *
- Taxa de mortalidade (por mil habitantes): 6,31 *
- Taxa de fecundidade total: 2,29 *
- Estados mais populosos: São Paulo (39,8 milhões), Minas Gerais (19,2 milhões), Rio de Janeiro (15,4 milhoes), Bahia (14 milhões) e Rio Grande do Sul (10,5 milhões). **
- Estados menos populosos: Roraima (396, 7 mil), Amapá (587,3 mil) e Acre (655,3 mil). **
- Capital menos populosa do Brasil: Palmas-TO (178,3 mil).**
- Cidade mais populosa: São Paulo-SP (10,9 milhões). **
- Proporção dos sexos: 99,6 homens em cada 100 mulheres. **

Fonte: IBGE * 2005 , ** 2007

A mortalidade no mundo



























http://www.suapesquisa.com/


http://www.gazetadopovo.com.br/



















terça-feira, 24 de agosto de 2010

Alergias


Os tipos alérgenos

Introdução

De forma simples e didática, podemos descrever a reação alérgica como uma resposta exagerada do organismo a um determinado antígeno (alérgeno).

Informações

Entre os alérgenos mais comuns encontram-se os alimentares como: amendoins, leite, ovos, alguns frutos do mar como os crustáceos, glúten, entre outros. Há ainda aqueles presentes em antibióticos (penicilina, tetraciclina), em algumas vacinas, em venenos (de abelha, vespa, cobra), substâncias químicas, etc.

Uma pessoa que tem alergia é exageradamente reativa a uma substância que, geralmente, é bem tolerada pela maior parte das pessoas.

Todas as reações alérgicas provocam algum tipo de dano aos tecidos. Tais reações ocorrem, em sua maior parte, poucos minutos após a exposição a um alérgeno. Por exemplo, um indivíduo com rinite alérgica, terá seu quadro exacerbado ou agravado minutos após ter se exposto a ambientes com acúmulo de poeira, poluição, fungos, etc.

Além das reações imediatas, citadas acima, há também aquelas conhecidas como: Reações de hipersensibilidade tardia. Estas, são assim chamadas, por se manifestarem geralmente de 12 a 72 horas após a exposição a uma alérgeno.

Como evitar os alérginos da poeira

Usar panos úmidos ao limpar a casa; Não deixar os bichos de pelúcia muito perto, pois eles acumulam muita poeira;
Lavar lençóis, travesseiros, almofadas, carpetes e tapetes semanalmente;
Usar capas em colchões, almofadas e travesseiros;

Mantendo a boa saúde

Evitar as doenças e os acidentes é tão importante quanto poder tratá-los quando eles ocorrerem. Podem ser necessários profissionais da saúde especializados ou tratamento hospitalar para doenças graves, mas a prevenção deve começar em casa. Existem muitas maneiras simples de ajudar a sua família a manter a boa saúde.

As pessoas podem se recuperar de muitas doenças comuns sozinhas, sem a necessidade de remédios. Para ajudar uma pessoa a combater ou se recuperar de uma doença, geralmente tudo que é preciso é a boa higiene, muito repouso, uma boa nutrição e água potável suficiente. Muitas doenças são causadas pela falta de higiene e podem ser prevenidas tomando-se somente água potável, fazendo-se com que todos lavem as mãos e tomando-se cuidado no preparo e na armazenagem dos alimentos.

Lavar as mãos

Enxaguar as mãos só com água não é suficiente para a boa saúde e para prevenir as doenças. Ambas as mãos devem ser esfregadas com sabão ou cinzas e enxaguadas com água corrente para eliminar os germes.

As mãos devem ser lavadas freqüentemente, principalmente depois de ir ao banheiro e antes de comer.

Preparo dos alimentos

Garantir que todos os membros da família tenham o suficiente para comer e que os alimentos sejam nutritivos, é vital para manter a boa saúde.

A maneira como os alimentos são armazenados e preparados também é importante para prevenir as doenças.

Lave bem as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos.
Assegure-se de que todas as panelas, pratos, facas e utensílios usados para preparar os alimentos estejam limpos.
Mantenha as carnes e peixes crus longe dos alimentos cozidos.
Cozinhe as carnes por completo antes de comê-las.
Sirva alimentos frescos. Não espere muito para comer os alimentos cozidos. O leite, o peixe, a carne cozida e o arroz cozido estragam rapidamente. Se requentar algum alimento cozido, assegure-se de ele seja requentado por completo.
As moscas transmitem doenças, assim, cubra sempre os alimentos para mantê-las afastadas.

Água potável

A água potável é vital para a saúde. Uma forma de garantir que a água seja segura para beber é fervendo-a. Ferver a água mata os germes que causam a diarréia e tornam a água potável. Se o combustível for escasso, é possível purificar a água com a luz do sol.

Depois que a água tiver sido tratada, ela deve ser mantida limpa. Se a água para beber for armazenada, certifique-se de que os recipientes estejam limpos e sejam cobertos com tampas para evitar as moscas e o pó. Não coloque as mãos na água. Ao invés disso, use uma caneca limpa de alça comprida ou uma concha para tirar a água do recipiente para beber.


Doenças emergentes

Doenças emergentes são aquelas que incidem em seres humanos, cuja ocorrência aumenta de forma severa em duas décadas. São também doenças que podem ameaçar a humanidade ou um conjunto de comunidades num futuro iminente.

São doenças que se espalham rapidamente e que aparecem em tempo recente num determinado local. As doenças emergentes surgem numa determinada área ocasionando graves problemas de saúde pública.

Os problemas causados por uma doença emergente pode ser de escala local, regional ou global. Elas são são resistentes a antibióticos e tratamento de quimioterapia.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, ou a partir de animais, principalmente insetos, água e comida contaminada. Doenças emergentes surgidas entre os anos de 1940 e 2004, são analisadas atualmente por investigadores especializados. A revista Nature publicou um relatório desse estudo a respeito de 335 doenças emergentes.

A pesquisa permitiu a elaboração de mapas que indicam as regiões do mundo mais propícias a gerar a contaminação de novas doenças. O mapa viabiliza a previsão de futuras ameaças, considerando o aumento populacional e a diversidade da fauna, os cientistas identificam como ameaça um possível conflito entre fauna e crescimento demográfico.

Os cientistas acreditam que cerca de 60% das doenças emergentes são provenientes de doenças pertencentes aos animais e transmitidas ao homem (zoonoses), principalmente de animais selvagens. Na maioria dos casos, as regiões de maior risco de zoonoses estão no sudeste asiático, sub-continente indiano, delta do Niger e os Grandes Lagos Africanos.

Para prevenir surtos de doenças emergentes é necessário proteger as áreas ricas em biodiversidade. As alterações climáticas, na década de 90, foi uma das principais causas do surto de doenças vetoriais transmitidas pelos mosquitos. Outro problema é a concentração de recursos avançados de vigilância sobre esse tipo de doença nos países ricos e em desenvolvimento.

Como exemplo apresentamos quatro das doenças mais graves:

Ebola
A doença foi registrada pela primeira vez em 1976, e a descoberta do vírus em 1977. Casos em aborígenes africanos foram confirmados na Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão e Sudão. Leia mais: Ebola.

Hepatite C
Doença identificada em 1989, é o maior causador de hepatite pós – transfusional no mundo, com grande incidência de casos no Japão , EUA e leste da Europa .

Encefalite Espongiforme
Surgida em 1980, é uma doença emergente recente , uma nova variante do mal de de Creutzfeldt – Jakob , primeiramente descrita no Reino Unido em 1996 .

Haemophilus Influenza (H5N1 )
É um patógeno de pássaros, o vírus foi isolado de um caso humano pela primeira vez em 1997 . Foi contido no mesmo ano por precariedade em sua transmissão.

Doenças reemergentes



Doenças reemergentes são aquelas devidas ao reaparecimento ou, aumento do número de infecções por uma doença já conhecida, mas que, por ter vindo causando tão poucas infecções, já não estava sendo considerada um problema de saúde pública.

CÓLERA: A cólera reapareceu em países onde ela já havia previamente desaparecido a medida em que as condições de saneamento e alimentação se deterioraram. Em 1991, na América do Sul, mais de 390 mil casos foram notificados, sendo que por um século não se registravam casos de cólera.

DENGUE: A dengue se espalhou por vários países do sudeste asiático desde a década de 50 e reemergiu na América na década de 90, como consequência da deterioração do controle ao mosquito e a disseminação do vetor em áreas urbanas.

DIFTERIA: Reemergiu na Federação Russa e algumas outras repúblicas da antiga União Soviética em 1994 e culminou em 1995 com mais de 50.000 casos relatados. A reemergência está associada a um declínio dramático nos programas de imunização seguidos de uma “falência” nos serviços de saúde que se iniciou com o fim da URSS.

FEBRE RIFT VALLEY(RVF) : Doença caracterizada por febre e mialgia, mas em alguns casos progride para retinite, encefalite ou hemorragia. Seguindo uma anormal temporada chuvosa no Kenya e na Somália no fim de 1997 e início de 1998, RVF ocorreu em vastas áreas , causando febre hemorrágica e morte pela população humana. O severo grau desta doença se deve a muitos fatores, incluindo condições climáticas, mal nutrição e possivelmente, outras infecções.

FEBRE AMARELA: Exemplo de doença para a qual há várias vacinas mas, devido ao uso não generalizado para todas as áreas de risco, epidemias continuam a ocorrer. A ameaça da febre amarela está presente em 33 países africanos e 8 sul americanos. É comum em florestas tropicais onde o vírus sobrevive em macacos. As pessoas levam vírus para os vilarejos e a simples presença de um vetor espalha rapidamente a doença, que mata facilmente pessoas imuno-suprimidas.

TUBERCULOSE: A tuberculose se comporta como uma doença reemergente devido ao aumento gradativo de casos no passar dos últimos anos. Isto se dá devido ao processo de seleção responsável pela existência de cepas altamente resistentes a antibióticos. Além disso, o HIV contribui largamente para a manifestação da doença.



www.virtual.epm.br
www.infoescola.com
www.tliz.tearfund.org
www.todabiologia.com